QUINTA DO AMOR
O projeto Algar dos Corvos consistiu na criação de um espaço exterior adaptado às condições rigorosas da Serra de Santo António. O terreno, caracterizado pela presença de pedra, ventos fortes e oliveiras centenárias, exigiu uma seleção botânica focada na resiliência e no baixo consumo de água.
Projeto: Quinta do Amor
Localização: Parque Natural da Arrábida
Área de intervenção: 1,500 m2
Data de início do projeto: 2025
Conceito: Refúgio Ecológico e Integração Paisagística
JARDIM DA PISCINA
Estrutura e Impacto
Um espaço de desenho geométrico e acentuado, onde as plantas são agrupadas para criar um efeito visual moderno e marcante em torno das zonas de lazer.
Vegetação: Budleias (Buddleja), Damas-da-noite, Abélias, Medronheiros, Pilriteiros e Sabugueiros. Na base, uma cobertura de Tomilhos, Alfazemas e Absintos.
Ecossistema: As flores da Buddleja e da Abelia funcionam como ímanes para polinizadores, trazendo vida e cor à zona de descanso.
CELEIRO
Natureza viva e orgânica
Uma abordagem selvagem e fluida que abraça a arquitetura em madeira do celeiro. O design é arejado para permitir que a estrutura "respire", criando uma transição suave para a serra.
Vegetação: Oliveiras, Amendoeiras, Marmeleiros, Giesta, Alecrim, Rosmaninho, Sálvia e Tomilho.
Ecossistema: Foco na criação de corredores ecológicos que oferecem abrigo e alimento variado ao longo das estações.
SUSTENTABILIDADE E FAUNA LOCAL
A seleção botânica foi pensada estrategicamente para o Parque Natural da Arrábida:
Abrigo Natural: Arbustos de médio porte que servem de refúgio e local de nidificação para aves locais.
Reserva Alimentar: Espécies produtoras de bagas (Pilriteiros e Medronheiros) e sementes para a avifauna.
Hotéis para Insetos: O uso abundante de aromáticas e espécies melíferas garante alimento contínuo para abelhas, borboletas e outros insetos polinizadores essenciais ao equilíbrio da serra.